A Gigante Minas Gerais
Falar de Minas Gerais remete a desenvolvimento e superação. Palavras que refletem diretamente
na história da ADVB. Além da sua importância histórica e da sua grande extensão territorial, Minas é
o segundo Estado mais populoso do Brasil, com mais de 19 milhões de habitantes e um dos
principais pólos industriais, empresariais e políticos do país.
Ao longo do tempo o Estado oscilou em sua economia, apresentando alguns déficits significativos. Mas, o potencial da Região, assim como a paixão e a vontade de ver crescer a cercania mineira de alguns grandes líderes fizeram com que o Estado explodisse economicamente, industrialmente e socialmente, tornando-se assim, um referencial em muitos aspectos.
Se no passado o rótulo de referência histórica era a única marca registrada do estado, hoje, ele agrega outra, a de celeiro de grandes e oportunos negócios. Minas Gerais entrou para o livro da atualidade, o qual trás histórias impressionantes sobre desenvolvimento, crescimento e exemplos de ações gerenciais bem sucedidas.
Os números do Estado são vultosos e seus índices invejáveis. É a terceira maior economia do país e lidera diversos setores econômicos. É o maior produtor brasileiro de minério de ferro, aço, zinco, cimento, leite e café. Figura como maior pólo de empresas de biotecnologia do Brasil e detém o maior rebanho eqüino entre os estados da Federação. A Região concentra boa parte das principais indústrias; importantes jazidas minerais; siderúrgicas; setor automobilístico expressivo e está avançando na exportação de serviços intensivos em conhecimento, como os de consultoria e capacitação em gestão empresarial, engenharia e produção de softwares.
Segundo recente pesquisa realizada pela Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais - FIEMG, a indústria bateu recorde de caixa no 1º semestre deste ano alcançando um faturamento de 19,81% a mais, em relação ao mesmo período de 2007. Os índices mostram que a economia e outros setores, crescem em escala chinesa, driblando até adversidades como, juros altos, elevada carga tributária e câmbio depreciado. A expectativa da FIEMG, é que, ainda, este ano haja um aumento de 15% no faturamento industrial.
Segundo análise divulgada pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada - Ipea, a capital mineira, reduziu a taxa de pobreza em 39,6% entre 2002 e 2008. Foi o melhor resultado das regiões pesquisadas, e um dos fatores que faz Minas Gerais ocupar a segunda posição no ranking brasileiro de capitais que possuem uma proporção maior de pessoas pertencentes à classe média. Atingir esta marca foi possível graças à ampliação de empregos formais, que superou a média nacional, que é de 2,7%, enquanto Belo Horizonte conquistou 4,35% no mesmo período, segundo levantamento da Fundação Getúlio Vargas - FGV.
Este gigantismo de Minas Gerais possui nomes e sobrenomes, lideranças das associações, federações e empresas, que vem doando ao Estado estratégia, visão de futuro e direcionamento. Por isso, mesmo em pouco tempo em terras mineiras pude observar o pulso forte que tem estas pessoas e a vontade de fazer a diferença, de deixar marcas e de fazer valer a inesgotável capacidade de crescimento desta região.
Outro fator relevante é a forte atuação política do estado, característica de berço que permite colocar Minas no topo. Frutos da gestão do governo estadual que ao longo do mandato tem primado pelas parcerias com a rede privada e pública no âmbito nacional e internacional, e assim desenvolvendo projetos que tem dado a Minas Gerais um lugar de destaque quando o assunto é Brasil. Exemplo disto é a recente parceria firmada entre o Governador Aécio Neves e o Embaixador da Espanha, Ricardo Peidró com o intuito de financiar trabalhos sociais nos países em desenvolvimento. Com este acordo, duzentos e cinqüenta municípios mineiros serão beneficiados.
Sendo a ADVB uma entidade que acompanha o desenvolvimento do país, ao mesmo tempo, em que contribui para alavancar iniciativas decisivas, no que tange desenvolvimento, crescimento e integração social, humana e empresarial, Minas Gerais não mais poderia ficar sem sua ADVB. Desta forma, a FENADVB, atuou, mais uma vez, cumprindo o objetivo de semear e fortalecer as ADVB's no Brasil, e sentiu a necessidade de completar o ciclo no sudeste e ter mais um braço forte a atuar nesta Terra de tantas oportunidades. E é com esta mesma visão, após fundar e exercer a vice-presidência executiva da ADVB RJ, que aceitei o honroso convite para a agradável missão de implantar e liderar a Associação neste Estado.
Desde então, estamos trabalhando a todo vapor, como uma locomotiva, para acompanhar este ritmo acelerado de progresso e evolução e poder agregar novos rumos a trajetória da entidade, tal como Minas tem agregado para o Brasil. Para isso, realizaremos ao longo do ano inúmeros encontros promovendo a integração entre empresas, organizações, entidades privadas e representantes do poder público por meio de debates, seminários e fóruns de negócios. Neles, os executivos e os representantes deste poderio terão a oportunidade de trocar experiências, discutir temas de interesses diversificados, bem como estimular a promoção de negócios, fortalecer a liderança corporativa, promover, atualizar e aperfeiçoar o conhecimento empresarial e estreitar relacionamentos empresariais e pessoais.
A ADVB mineira, além de contribuir para a ampliação deste Sistema será outra grande Tribuna Empreendedora para o país e ajudará a escrever os próximos 50 anos da história da entidade com excelência e magnitude.
Gisele Lisboa